AGRONEGÓCIO: Goiás lidera produção nacional de girassol
Estado deve responder por quase 75% da safra brasileira em 2025/26, impulsionado pela expansão da área cultivada e pelo avanço da cultura na segunda safra.
L. BORGES/FS
A produção de girassol em Goiás deverá consolidar ainda mais a liderança do estado no cenário nacional durante a safra 2025/26. De acordo com estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Brasil deve colher 111,5 mil toneladas da oleaginosa, volume 12,1% superior ao registrado no ciclo anterior. Desse total, cerca de 83,2 mil toneladas deverão ser produzidas em Goiás, o equivalente a 74,6% de toda a safra brasileira.
O crescimento é impulsionado principalmente pela ampliação da área destinada ao cultivo. O levantamento da Conab aponta que o estado expandiu em 34% a área plantada, passando de 47 mil para 63 mil hectares. Desde a safra 2020/2021, Goiás ocupa a primeira colocação no ranking nacional da produção de girassol, mantendo ampla vantagem sobre os demais estados produtores.
O desempenho reflete a consolidação da cultura como alternativa estratégica para a segunda safra, logo após a colheita da soja. Além de apresentar boa resistência aos períodos de estiagem, o girassol exige menor controle de pragas e contribui para a melhoria da fertilidade do solo por meio da reciclagem de nutrientes, tornando-se uma opção cada vez mais atrativa para os produtores rurais.
Para alcançar alta produtividade, a cultura demanda condições específicas, como solos descompactados, pH entre 5,2 e 6,5, elevada incidência de luz solar e volume de chuvas entre 500 e 700 milímetros ao longo do ciclo produtivo. Esses fatores, aliados às características climáticas do Cerrado goiano, favorecem o bom desenvolvimento das lavouras.
Além da importância no campo, o girassol vem ampliando sua participação na economia devido à diversidade de aplicações. A produção é destinada principalmente à fabricação de óleo comestível, mas também abastece os segmentos de cosméticos, medicamentos, nutrição animal e biocombustíveis. A cultura ainda beneficia a apicultura, ao oferecer alimento para as abelhas em períodos de menor florada, reforçando seu papel na sustentabilidade e na diversificação da produção agrícola brasileira.
Fonte: Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).





