Juíza impede que Serviço Postal dos EUA restrinja voto por correspondência

Juíza  impede que Serviço Postal dos EUA restrinja voto por correspondência

Por Nate Raymond ​e Luc Cohen

11 Ago (Reuters) - Uma juíza federal impediu nesta terça-feira que o Serviço Postal dos EUA (USPS) implementasse parte do decreto do presidente Donald Trump que visa tornar mais rígidas as regras para o voto por correspondência antes das eleições ⁠de novembro, ⁠que decidirão o ​controle ‌do Congresso.

A decisão da juíza federal Indira Talwani, de Boston, ampliou efetivamente uma ordem anterior ⁠que ela havia emitido em junho, a ​qual impedia o governo de Trump ​de implementar a medida ‌em 23 ​Estados, ⁠a maioria deles governados por democratas.

Vários grupos de defesa do direito ao voto ​haviam instado a juíza a ir além e impedir que o USPS implementasse, em qualquer parte do ​país, uma regra proposta que exigia que os Estados fornecessem listas de eleitores e adotassem novos procedimentos de votação antes que o serviço postal fizesse as entregas.

Caso os Estados não cumprissem os ​requisitos, o USPS teria se recusado ‌a entregar as ⁠cédulas eleitorais. Os autores da ação alegaram que o USPS não teria ⁠base legal para tal ⁠recusa.

(Reportagem de ⁠Nate Raymond, ⁠em ​Boston, e Luc Cohen, em Nova York)