CASO SHEILA: Justiça condena réu por homicídio após quase 15 anos

CASO SHEILA: Justiça condena réu por homicídio após quase 15 anos
Foto: Reprodução/BDG

Tribunal do Júri de Jataí fixou pena de 18 anos e 9 meses de prisão em regime fechado pela morte de Sheila Regina Oliveira Lima, assassinada em 2011.

L. BORGES/FS

Após quase 15 anos de tramitação, a Justiça condenou Vinicius Almança Garcia a 18 anos e 9 meses de prisão, em regime inicialmente fechado, pelo assassinato de Sheila Regina Oliveira Lima. O julgamento foi encerrado na madrugada desta sexta-feira (24), após mais de 20 horas de sessão do Tribunal do Júri, realizada no Fórum de Jataí. A decisão pôs fim a um dos casos criminais de maior repercussão da história recente do município.

O crime ocorreu em 24 de dezembro de 2011, quando Sheila Regina, de 46 anos, foi morta dentro da própria residência. Conforme a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Goiás (MPGO), a vítima descansava no sofá de casa quando foi surpreendida pelos disparos. A perícia constatou que ela foi atingida por 13 tiros, sem qualquer possibilidade de defesa.

Durante o julgamento, acusação e defesa apresentaram suas versões aos sete jurados, que reconheceram a responsabilidade criminal de Vinicius Almança Garcia pelo homicídio. Com base na decisão do Conselho de Sentença, o juiz responsável pelo caso fixou a pena em 18 anos e 9 meses de reclusão, a ser cumprida inicialmente em regime fechado.

Após a leitura da sentença, familiares da vítima manifestaram alívio com o desfecho do processo. Em uma publicação nas redes sociais, uma das filhas de Sheila Regina agradeceu a Deus pela condenação e afirmou que a decisão representa uma vitória da família após anos de espera por justiça.

No texto, ela destacou a longa caminhada enfrentada desde o assassinato da mãe, ressaltando que ela e a irmã permaneceram firmes durante todo o processo judicial. Também afirmou que a condenação simboliza o reconhecimento do valor da vida de Sheila Regina e encerrou a mensagem dizendo que "o mal nunca vence o bem", em um desabafo marcado pela fé e pela gratidão.

Segundo o Ministério Público de Goiás, a condenação representa a conclusão de um processo que mobilizou familiares, autoridades e a sociedade jataiense ao longo de quase uma década e meia, reforçando a atuação do Tribunal do Júri na responsabilização de crimes contra a vida.