SAÚDE: Um sintoma aparentemente banal pode revelar uma doença autoimune
Dedos que mudam de cor, ficam dormentes ou doloridos podem indicar fenômeno de Raynaud e, em alguns casos, estar associados a doenças autoimunes
Ter as mãos frias, isoladamente, não significa doença. O alerta aparece quando o frio vem acompanhado de mudanças nítidas na coloração dos dedos, que podem ficar brancos, arroxeados e depois vermelhos, além de dormência, formigamento ou dor. O fenômeno de Raynaud ocorre quando há uma contração exagerada e temporária dos pequenos vasos sanguíneos, reduzindo a chegada de sangue aos dedos. “A mudança de cor é uma pista importante para diferenciar o fenômeno de Raynaud da simples sensação de mãos frias”, explica o reumatologista Rodrigo Martins Carvalho, da Hapvida.
Embora o frio seja um dos principais gatilhos, as crises também podem surgir com estresse emocional e uso de nicotina, inclusive em cigarros eletrônicos. Entrar em um ambiente com ar-condicionado ou manusear alimentos congelados pode ser suficiente para desencadear os sintomas. Alguns medicamentos também podem contribuir para o quadro. Nesses casos, segundo Carvalho, é necessário revisar o tratamento com o médico, sem suspender medicamentos por conta própria.
O fenômeno de Raynaud pode ser primário, quando não está associado a outra doença, ou secundário, quando aparece relacionado a condições autoimunes como esclerose sistêmica, lúpus e síndrome de Sjögren. A atenção aumenta quando as crises são intensas ou surgem feridas nos dedos. “Em algumas pessoas, ele aparece antes de outras manifestações, especialmente na esclerose sistêmica. Inchaço persistente das mãos, pele endurecida ou esticada, dores ou inchaço nas articulações e fraqueza muscular também podem indicar a necessidade de investigação”, afirma o reumatologista.
A avaliação começa pela história das crises e pelo exame físico, considerando gatilhos, mudanças de cor, duração e sintomas associados. Conforme a suspeita, o reumatologista pode solicitar exames de sangue, além da capilaroscopia periungueal, que permite observar os pequenos vasos próximos às unhas. O tratamento busca reduzir as crises e prevenir lesões, com medidas como manter o corpo aquecido, evitar mudanças bruscas de temperatura, não fumar e cuidar do estresse. “Mãos frias isoladamente não devem causar alarme, mas mudanças de cor recorrentes ou sinais de lesão não devem ser banalizados. Dor intensa e persistente, dedos que permanecem pálidos ou arroxeados após o aquecimento, feridas ou áreas escurecidas exigem atendimento médico rápido”, conclui Carvalho.
Sobre o Grupo Hapvida
Com mais de 80 anos de experiência, o Grupo Hapvida é hoje o maior ecossistema de saúde da América Latina. A companhia possui mais de 75 mil colaboradores e atende quase 16 milhões de beneficiários de saúde e odontologia espalhados pelas cinco regiões do Brasil.
Todo o aparato foi construído a partir de uma visão voltada ao cuidado completo, com mais de 800 unidades espalhadas pelo Brasil, incluindo 84 hospitais, prontos atendimentos, clínicas médicas, centros de diagnóstico e coleta laboratorial além de espaços especificamente voltados ao cuidado preventivo e crônico.
Dessa combinação de negócios, apoiada em qualidade médica e inovação, resulta uma empresa com os melhores recursos humanos e tecnológicos para os seus clientes.
BM2 Comunicação
62 98198-5394
Patrícia Santana








