Artigo: O aluno que não aprendeu a lição
Lázaro Borges
Eleito prefeito de Jataí, Geneilton Assis (PL) ainda não demonstrou, após mais de um ano à frente do Executivo municipal, que assimilou as lições básicas de gestão pública. A impressão que fica é a de que pouco aproveitou a experiência administrativa acumulada ao longo dos anos pelo ex-prefeito Humberto Machado (MDB), cuja gestões deixaram parâmetros claros de planejamento e execução administrativa no município.
Passado o primeiro ano de governo, os resultados apresentados são tímidos. Pouco se viu de obras estruturantes, projetos de impacto ou ações capazes de sinalizar avanços concretos para a população. As poucas inaugurações realizadas se limitam, em sua maioria, a pinturas de escolas, reparos considerados paliativos, meios-fios e serviços de limpeza de praças públicas — ações importantes, porém insuficientes para atender às reais demandas da cidade.
Enquanto isso, áreas estratégicas seguem sem respostas efetivas. Educação, saúde e industrialização, pilares amplamente explorados durante a campanha eleitoral, permanecem aquém do esperado. A população aguarda investimentos, planejamento e políticas públicas que promovam desenvolvimento, geração de empregos e melhoria dos serviços essenciais.
Governar exige mais do que manutenção básica da máquina pública. Exige visão, capacidade administrativa e compromisso com aquilo que foi prometido nas urnas. Jataí necessita de uma gestão que vá além do discurso e apresente resultados concretos, sob pena de frustrar expectativas e comprometer o futuro do município.
O tempo segue avançando, e a cobrança da sociedade é legítima. Ainda há espaço para correções de rota, mas elas precisam acontecer com urgência. Afinal, o cargo de prefeito não permite repetência indefinida — a população espera que a lição seja aprendida e aplicada na prática. A população de Jataí aguarda melhorias concretas nos serviços de saúde, avanços na qualidade do ensino e iniciativas que atraiam empresas e gerem empregos.
Além da escassez de obras e projetos de maior impacto, também é alvo de críticas a postura do prefeito nas redes sociais. Segundo avaliações de setores da sociedade, os discursos adotados nas plataformas digitais têm sido considerados evasivos, com excesso de retórica e pouca objetividade quanto à apresentação de resultados concretos, metas claras e prazos definidos.
A comparação com gestões de Humberto Machado é inevitável. Houve, no passado, planejamento e execução de projetos que deixaram um legado administrativo. Ignorar essa experiência ou não aprender com ela representa um desperdício de tempo e de potencial.





