Forças Armadas dos EUA se preparam para operações no Irã que podem durar semanas

Forças Armadas dos EUA se preparam para operações no Irã que podem durar semanas

Por Phil Stewart e Idrees ​Ali

WASHINGTON, 13 Fev (Reuters) - As Forças Armadas dos Estados Unidos estão se preparando para a possibilidade de operações prolongadas, com duração de semanas, contra o Irã, caso o presidente Donald Trump ordene um ataque, disseram duas autoridades norte-americanas à Reuters, em um conflito entre os dois países que pode se tornar muito mais grave do que os anteriores.

A revelação feita pelas autoridades, que falaram ⁠sob ⁠condição de anonimato devido à ​natureza sensível ‌do planejamento, aumenta os riscos para a diplomacia em andamento entre os Estados Unidos e o Irã.

Diplomatas norte-americanos e iranianos mantiveram conversas em Omã na semana ⁠passada, em um esforço para reativar as negociações sobre ​o programa nuclear de Teerã após Trump reunir forças ​militares na região, aumentando os temores ‌de uma nova ​ação ⁠militar.

Autoridades norte-americanas relataram nesta sexta-feira que o Pentágono está enviando um porta-aviões adicional para o Oriente Médio, adicionando milhares de soldados, ​além de caças, contratorpedeiros com mísseis guiados e outros recursos com poder de fogo capazes de realizar ataques e defendê-los.

Em declaração às tropas norte-americanas nesta sexta-feira em uma ​base na Carolina do Norte, Trump disse que 'tem sido difícil chegar a um acordo' com o Irã.

'Às vezes você tem que ter medo. Essa é a única coisa que realmente vai resolver a situação', disse Trump.

Questionada sobre os preparativos para uma operação militar norte-americana potencialmente prolongada, a porta-voz da Casa ​Branca, Anna Kelly, disse: 'O presidente Trump tem todas as opções em ‌aberto no que diz ⁠respeito ao Irã'.

'Ele ouve uma variedade de perspectivas sobre qualquer questão, mas toma a decisão final com base no ⁠que é melhor para o nosso ⁠país e para a segurança ⁠nacional', disse ⁠Kelly.

O ​Pentágono se recusou a comentar.

(Reportagem de Phil Stewart e Idrees Ali)