Quem vai planejar o futuro de Rio Verde?

Quem vai planejar o futuro de Rio Verde?
Foto: Divulgação

Tatiana Jucá se reúne com profissionais da região para debater infraestrutura, logística, energia e qualificação técnica em uma das economias que mais crescem no Brasil

Responsável por uma das maiores economias do Centro-Oeste e referência nacional em agronegócio e agroindustrialização, Rio Verde vive um momento de crescimento acelerado que amplia oportunidades, mas também impõe desafios cada vez mais complexos nas áreas de infraestrutura, logística, energia, mobilidade e qualificação profissional.

Esses temas estarão no centro da reunião que a engenheira civil Tatiana Jucá, candidata à presidência do Crea-GO, realizará com profissionais da área tecnológica da região no próximo dia 18 de junho (quinta-feira), às 17 horas, no Espaço DSA.

Com mais de 241 mil habitantes (dados de 2025) e um PIB superior a R$ 22 bilhões, Rio Verde tornou-se um dos principais polos de desenvolvimento do país. Entretanto, o avanço econômico vem pressionando a infraestrutura local. Um exemplo é o Complexo Viário de Rio Verde, obra de aproximadamente R$ 152 milhões iniciada em 2025 para enfrentar gargalos logísticos que já afetam o escoamento da produção e a mobilidade regional.

Para Tatiana Jucá, o crescimento econômico precisa ser acompanhado pela valorização do conhecimento técnico e pela participação efetiva dos profissionais nas decisões estratégicas que impactam o desenvolvimento das cidades. "A engenharia, a agronomia e as geociências não podem ser chamadas apenas para executar obras e projetos. Precisam participar do planejamento das soluções que definirão o futuro de municípios como Rio Verde", afirma.

Durante o encontro, serão debatidos temas como infraestrutura logística, expansão urbana, energia renovável, agricultura de precisão, geoprocessamento, irrigação, automação industrial e escassez de mão de obra qualificada. A discussão também abordará os desafios enfrentados pelos profissionais da região diante das transformações tecnológicas que estão redesenhando o agronegócio e a indústria, setores cada vez mais dependentes de especialistas em áreas como inteligência artificial, automação, eficiência energética e gestão territorial.

O tema ganha relevância em um momento em que Rio Verde enfrenta dificuldades para suprir a demanda por profissionais especializados. Em 2023, a própria Prefeitura criou o programa Qualifica Rio Verde para ampliar a formação de mão de obra técnica destinada à indústria, agroindústria e infraestrutura, evidenciando a velocidade com que a economia local vem demandando profissionais qualificados. Segundo Tatiana Jucá, a reunião também pretende ouvir as principais demandas dos engenheiros, agrônomos e geocientistas que atuam em Rio Verde e municípios vizinhos, em uma região onde o agronegócio, a agroindústria e a infraestrutura dependem cada vez mais de profissionais especializados. 

Entre as propostas defendidas por Tatiana Jucá estão o fortalecimento da presença do Crea-GO no interior, por meio da valorização das inspetorias regionais, da ampliação dos serviços descentralizados e da maior participação dos profissionais do interior nas decisões do Conselho. A candidata também defende a valorização das atribuições profissionais, com ações voltadas ao combate ao exercício ilegal da profissão, ao aperfeiçoamento da fiscalização e à garantia de que atividades técnicas sejam executadas por profissionais legalmente habilitados, especialmente em regiões de forte expansão econômica como o sudoeste goiano.

Segundo Tatiana, fortalecer o Crea-GO no interior significa aproximar o Conselho da realidade vivida pelos profissionais e garantir que regiões estratégicas para a economia do Estado tenham maior participação na definição das prioridades da instituição.

Segundo a candidata, municípios como Rio Verde demonstram que o futuro do desenvolvimento passa necessariamente pelo conhecimento técnico. "Quando uma cidade cresce na velocidade de Rio Verde, o grande desafio deixa de ser apenas produzir mais. O desafio passa a ser planejar melhor. E esse planejamento exige a participação ativa dos profissionais que conhecem o território, a infraestrutura e as necessidades da população."

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