SAÚDE PÚBLICA : Ordem de serviço assinada em julho de 2025 permanece sem sair do papel
UBS do Colmeia Park vira símbolo de promessa não cumprida e obra inexistente
Editoria/FS
Anunciada com destaque pela administração municipal, a construção da Unidade Básica de Saúde (UBS) do Setor Colmeia Park tornou-se, até o momento, um exemplo de promessa não cumprida. Embora a ordem de serviço tenha sido assinada em julho de 2025, a obra iniciada segue sem qualquer avanço visível, mesmo após mais de seis meses do anúncio oficial.
A assinatura ocorreu no gabinete do prefeito Geneilton Assis, com a presença do secretário municipal de Saúde, doutor Élio Caetano de Assis, do secretário de Obras e Planejamento Urbano, Cantimiro Melo Martins, e de representantes da JASPE Construtora e Incorporadora, liderados pelo engenheiro e proprietário Weldison Marcos. Na ocasião, a gestão anunciou investimento de R$ 4.650.000,00, com recursos próprios do município.
De acordo com o cronograma divulgado, a obra iniciada em 7 de julho de 2025, com prazo de execução de 14 meses, prevendo a entrega da unidade em agosto de 2026. No entanto, o que se vê no local é um cenário de abandono: não há canteiro instalado, máquinas, operários ou qualquer indício de que o projeto tenha sido, de fato, colocado em prática.
Durante o ato público, o prefeito destacou a importância da obra para a ampliação da rede de atenção básica. O discurso, porém, não se converteu em ação concreta, gerando frustração na comunidade e levantando dúvidas sobre a condução administrativa do projeto.
A ausência de informações oficiais sobre os motivos do atraso aprofunda o problema. Não há esclarecimentos públicos sobre entraves técnicos, licitatórios ou financeiros, tampouco a apresentação de um novo cronograma. O silêncio da prefeitura contrasta com a publicidade dada ao anúncio da obra e reforça questionamentos sobre planejamento, responsabilidade fiscal e transparência.
A paralisação também chama atenção pelo fato de o empreendimento ter sido anunciado como custeado com recursos próprios, o que, em tese, reduziria riscos de atraso por dependência de repasses externos. Ainda assim, passados meses da assinatura da ordem de serviço, pouco serviço foi executado.
Para moradores do Colmeia Park, a UBS prometida deixou de ser apenas uma obra atrasada e passou a simbolizar a distância entre o discurso oficial e a realidade enfrentada pela população, que segue dependente de unidades já sobrecarregadas.
Diante do cenário, permanecem perguntas sem resposta: por que a obra não prosseguiu? Houve falhas no planejamento? A empresa contratada foi notificada? Existe risco de cancelamento ou reajuste do contrato? Até que essas questões sejam esclarecidas, a UBS do Colmeia Park segue existindo apenas no papel — e nos registros fotográficos do ato político que marcou sua ordem de serviço.





