Vaidade política ameaça deixar Jataí sem voz na Alego e no Congresso
Editoria/FS
A cidade de Jataí corre, mais uma vez, o risco de ficar sem representação política tanto na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) quanto na Câmara dos Deputados. Nos bastidores, lideranças políticas locais atribuem o cenário à falta de alinhamento e ao predomínio de interesses pessoais, que têm impedido a construção de um projeto eleitoral unificado e competitivo.
Possíveis candidaturas surgem de forma dispersa, sem consenso em torno de um nome capaz de agregar forças políticas e eleitorais. Ventos políticos sopram os nomes do vereador Marcos Patrick (PL), presidente da Câmara Municipal, e do vereador Carlinhos Canzi (PP) como potenciais postulantes a uma vaga na Alego. No entanto, até o momento, não há sinalização concreta de articulação ampla que consolide uma candidatura forte.
Já o nome do agropecuarista Maycon Tombini, ventilado nas redes sociais como pré-candidato à Câmara Federal, é avaliado com cautela por analistas e lideranças locais. Pouco conhecido no meio político e sem capilaridade eleitoral consolidada, sua eventual candidatura não demonstra, até agora, capacidade de mobilizar apoio expressivo do eleitorado jataiense.
Sem unidade e estratégia, Jataí pode repetir um cenário já conhecido: assistir ao processo eleitoral à margem das grandes decisões, pagando o preço da fragmentação política e da vaidade que insiste em se sobrepor ao interesse coletivo.





