Prefeito de Criciúma (SC) passa quase 24 horas como morador de rua, para avaliar atendimento oferecido pela prefeitura
O prefeito Vaguinho Espíndola, de Criciúma, decidiu trocar o gabinete pelo asfalto e se disfarçar de morador de rua para sentir, na pele, como a cidade cuida dos mais vulneráveis.
Durante cerca de 20 horas, ele experimentou a dura rotina das ruas. Ganhou pouco mais de R$ 6 em moedas, recebeu café e comida de desconhecidos e dormiu sob a marquise de uma igreja. O momento mais impactante? Quando a própria esposa e os dois filhos passaram por ele sem reconhecê-lo: “Foi quando senti a sensação terrível de ser invisível”, contou.
Acompanhado de longe por um fotógrafo da prefeitura, percorreu pontos de concentração de pessoas em situação de rua, incluindo áreas marcadas pelo tráfico. E quando a equipe de assistência social do município finalmente o abordou, ele pôde ver de perto o funcionamento dos serviços que sua própria gestão oferece — desde casas de passagem até programas de reinserção social.
A experiência trouxe aprendizados duros: nem todos chegam às ruas por causa das drogas, mas, segundo ele, o vício é a principal barreira para quem tenta sair delas. Por isso, anunciou um projeto de internação involuntária para dependentes químicos, com 50 vagas em clínicas já em credenciamento. Além disso, a cidade triplicou o número de internações voluntárias, ampliou a equipe de psicólogos e assistentes sociais.




