Eleições para CREA-GO entram na reta final
Profissionais registrados podem votar on-line, entre as 8 e as 19 horas na próxima sexta (3)
As eleições para a presidência do Conselho Regional de Engenharia de Goiás (CREA-GO) serão realizadas na próxima sexta-feira (3). Ao todo, seis engenheiros disputam o cargo. A votação vai ocorrer de forma on-line entre os profissionais das áreas de Engenharia, Agronomia e Geociências registrados na entidade, das 8 às 19 horas.
Entre os candidatos, Idalino Hortêncio se destaca e defende a implementação de medidas que modifiquem o perfil da entidade. Para o engenheiro, o CREA-GO tem se caracterizado por um perfil de atuação junto aos profissionais com forte teor punitivista. “Estão centrados demais nas multas e cobrança de anuidades, sem uma contrapartida adequada na geração de serviços e benefícios. Isso tem causado muita insatisfação entre os profissionais”, destaca.
Interesses da categoria
Com mais de 40 anos de atuação no setor e passagem por vários cargos de direção tanto do CREA-GO quanto do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (CONFEA), Hortêncio propõe medidas como a redução da anuidade cobrada pela instituição e a adoção de uma política de descontos nessa cobrança com base no número de Anotações de Responsabilidade Técnica (ARTs) geradas. “Isso pode ser feito por meio de uma política de formação de uma agenda comum pelos vários CREAs, em um movimento que pode convergir na CONFEA, a quem compete fazer essas alterações em caráter oficial”, explica Idalino.
Outra proposta de Idalino que obteve destaque ao longo dos debates no contexto da disputa pela presidência do CREA-GO foi a necessidade de promover condições adequadas de reciclagem dos profissionais de Engenharia, Agronomia e Geociências em Goiás.
Para encaminhar essa solução, o candidato propõe a criação da Escola do CREA, um novo departamento na entidade, capacitado para elaborar programas, por meio de plataformas digitais e implementar cursos de qualificação gratuitos para os profissionais de Engenharia. “O profissional precisa sentir que no CREA ele terá as ferramentas necessárias para sua adaptação e melhoria de posicionamento no mercado de trabalho”, salienta.
Outra proposta de Idalino que ganhou destaque nessa campanha foi a adoção de um sistema de avaliação periódica dos cursos de graduação de engenharia oferecidos pelas redes pública e privada de ensino superior em Goiás. “O que eu proponho é que adotemos um sistema semelhante ao usado pela OAB [Ordem dos Advogados do Brasil} e, mais recentemente, pelos Conselhos de Medicina. As Engenharias precisam resgatar a tradição de excelência técnica que tínhamos no passado. Só vamos conseguir isso avaliando periodicamente os recém-egressos das instituições de ensino superior”, observa.
Para Idalino, o CREA-GO necessita, em suma, dotar-se de capacidade institucional adequada para expressar um maior cuidado com os profissionais. “Temos de reestruturar um novo CREA, menos punitivista, mais voltado para o profissional, mais cuidadoso com ele, preocupado com seu presente, com sua inserção no mercado de trabalho, e zeloso da projeção de nossa tradição de excelência para o futuro”, conclui.




